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Alice no País das Maravilhas
Alice no País das Maravilhas
Informações de Fundo
Escrito por: Lewis Carroll
Publicação: 26 de Novembro de 1865
Informações da Adaptação
Episódios Centrais:

Narrativa Editar

Pela Toca do Coelho Editar

Enquanto passa preguiçosamente o tempo com sua irmã, Alice vê o Coelho Branco de colete, carregando um relógio de bolso. Surpreendida, segue-o até à toca do coelho e cai nela, revelando-lhe a sua longa profundidade como um poço e as suas paredes repletas de prateleiras cheias de objetos estranhos,quadros e de livros. Após uma aterrissagem segura num átrio, Alice vê uma pequena mesa de vidro maciço e em cima dela havia uma pequena chave dourada. À procura de fechaduras correspondentes, descobre, atrás de uma cortina, a pequena porta e através desta Alice vê maravilhada um lindo jardim. No entanto, a porta é muito pequena para ela conseguir entrar. Mas devido a uma pequena garrafa com uma etiqueta BEBA-ME, Alice diminui de tamanho ao bebê-la. Infelizmente, esquece-se da chave que entretanto tinha posto em cima da mesa e agora não consegue alcançá-la. No final, descobre um bolo com as palavras COMA-ME escrito e ao comê-lo o tamanho de Alice aumenta, e ela fica enorme.

A lagoa de lágrimas Editar

Como resultado de comer o bolo, Alice cresce até atingir 2,5 metros de altura. Triste por não conseguir entrar no jardim, chora tanto que cria um lago de lágrimas. O Coelho Branco atravessa o átrio e ao ver Alice tão grande, deixou cair as luvas brancas e o leque que trazia enquanto fugia rapidamente. Alice apanhou-os do chão, e como estava calor, não parou de refrescar-se com o leque que, sem se aperceber de imediato, reduziu-lhe a altura; mas felizmente ela parou de o abanar antes do seu desaparecimento total. Entretanto escorregou e mergulhou até ao pescoço no lago de lágrimas que ela própria criou. Aí encontra o Rato que acaba por a ajudar a atravessar o lago. Na costa, encontra uma grande quantidade de aves e outros animais; todos molhados tentam assim arranjar uma solução para secarem o pêlo e as penas, preocupados com as doenças que poderiam apanhar se continuassem encharcados.

Uma corrida de seca roupa e um conto comprido Editar

Um Dodô decide que os todos devem ser secos através da Corrida de Seca roupa, onde não existem regras excepto a que obriga a correr apenas em círculos. Meia hora depois a corrida acaba e todos ganham, concluindo que todos devem receber prémios. Alice dispõe então, à ordem de Dodô, os seus doces que estavam nos bolsos como recompensa; ela obtém igualmente uma recompensa, mas no seu caso é apenas um dedal. De seguida o Rato conta-lhes a sua história longa e triste acerca da origem do seu ódio por gatos e cães. O capítulo termina quando Alice deixa finalmente os corredores do átrio.

Bill paga o pato Editar

O Coelho Branco passa por Alice e, confundindo-a com o seu servo, ordena-lhe apressadamente para trazer umas luvas e um leque. Alice vai imediatamente à sua casa procurar; porém encontra uma garrafa com a inscrição BEBA e bebe-a sem demoras. Consequentemente o seu tamanho aumenta tanto que ocupa totalmente a casa. Impedido de entrar, o Coelho Branco manda o seu servo, um lagarto chamado Bill, entrar pela chaminé da casa, mas Alice dá-lhe um pontapé que o faz voar. O Coelho Branco começa a atirar pedras pela janela que, quando caiam no chão, transformam-se em bolos com uma aparência deliciosa. Alice come alguns e transforma-se novamente em pequena. Sai então de casa e encontra uma multidão de animais à sua espera, que ao vê-la precipitam-se na sua direção. Assustada Alice foge para um denso bosque, onde encontra primeiro um grande cachorro e depois uma lagarta azul sentada num cogumelo a fumar calmamente o seu Narguilé.

Conselhos de uma Lagarta Editar

Durante a conversa com a Lagarta azul, Alice admite a sua crise de identidade causada pelas constantes transformações no tamanho e agravada pela perda da habilidade de recitar poemas. Entretanto a Lagarta revela-lhe que um dos lados do cogumelo faz crescer e a outra diminuir. Já sozinha, Alice tenta primeiro o lado direito e diminui tanto de altura que até acerta com a cabeça nos próprios pés. De seguida experimenta o lado esquerdo e cresce de tal forma que atinge a copa de uma árvore onde pousava um pombo que, assustado com o longo pescoço dela, está determinado de que Alice é uma serpente que tem a intenção de comer os seus ovos. Alice tenta convencê-lo que é apenas uma menina e imediatamente come um segundo pedaço do cogumelo, retornando ao seu tamanho normal.

Porco e Pimenta Editar

Um Peixe-Lacaio entrega a um Sapo-Lacaio um convite para a Duquesa da casa. Alice observa esta operação curiosa e, após uma conversa com o sapo que a deixa perplexa, atreve-se a entrar na casa. Depara-se com a cozinheira da Duquesa a atirar pratos e frigideiras contra esta e a fazer uma sopa simultaneamente, mas utiliza tanta pimenta nela que todos na divisão - a Duquesa, o bebé e a própria Alice - espirram violentamente, com a excepção da cozinheira e do Gato Sorridente. Irritada com o bebé que não parava de berrar e chorar, a Duquesa atira-o para os braços de Alice e parte para ir jogar croqué com a Rainha. Indignada com a violência que acaba de presenciar, Alice leva o bebé consigo para o bosque, mas para a sua surpresa o pequeno transforma-se num porco, abandonando-o nesse mesmo instante. Por fim encontra o Gato Sorridente e pergunta-lhe o que tem que fazer para entrar naquele lindo jardim que havia por detrás da pequena porta inicial e, não obtendo uma resposta concreta, questiona a existência de criaturas que não sejam loucas no lugar onde se encontra. O Gato Sorridente responde-lhe que todos são loucos, inclusive o próprio e Alice, acabando por lhe indicar a hipótese de visitar o Chapeleiro Maluco ou a Lebre de Março desaparece lentamente, deixando apenas o seu sorriso. Após ter escolhido a última na esperança de se não tratar de uma criatura maluca, apesar de ter ouvido o que o gato disse, parte imediatamente.

Uma festa de chá maluca Editar

Alice faz-se de convidada duma festa de chá louco, onde estão presentes o Chapeleiro Maluco, a Lebre de Março e o Ratinho do Mato  que permanece adormecido durante uma grande parte da festa. Todos eles desafiam Alice com enigmas lógicos, porém estes revelam uma incoerência nas suas declarações. O Chapeleiro Maluco revela que está perpetuamente destinado a beber chá porque o Tempo puniu-o em vingança, parando o tempo às 6 da tarde, a hora do chá. Alice sente-se insultada e cansada de ser bombardeada com tantos enigmas. Alice sai imediatamente, afirmando que esta era a festa mais estúpida de chá em que já tinha ido. Entretanto encontra uma porta num tronco de uma árvore e entra, voltando novamente para o átrio inicial. Desta vez, abre primeiro a pequena porta, depois come um pedaço do cogumelo que estava guardado no bolso e por fim entra apressadamente no tão desejado jardim...

O Jardim da Rainha Editar

No jardim vê três cartas de um baralho a discutirem entre si enquanto pintam rosas brancas com tinta vermelha, dado que a Rainha de Copas odeia rosas brancas. Mas são interrompidos por uma procissão de cartões, onde estão presentes os reis, as rainhas e até mesmo o Coelho Branco. Alice conhece então o Rei e a Rainha de Copas, revelando-lhe que a Rainha é uma figura difícil de agradar, ao introduzir sua deixa de marca, Cortem-lhe a cabeça!, que expressa à menor insatisfação. Entretanto é convidada (ou ordenada) para jogar uma partida de críquete com a Rainha e o resto dos seus súbitos. Porém rapidamente instala-se o caos durante o jogo. São utilizados flamingos vivos como marretas, ouriços como bolas e cartas vivas como balizas. Na confusão Alice vê, para seu agrado, o Gato Sorridente. Em seguida a Rainha de Copas ordena que o gato seja decapitado, mas o capataz recusa-se a cumprir a ordem porque só aparece a cabeça do gato no campo e por ser velho para começar a cortar cabeças sem corpo. Devido ao fato do gato pertencer à Duquesa, a Rainha solicíta a liberação Duquesa da prisão para resolver a questão.

O conto da Tartaruga Falsa Editar

Quando a Duquesa aparece no campo, vai ao encontro de Alice com uma grande simpatia, e durante uma conversa admite a sua pretensão para encontrar uma moral em tudo ao seu redor, mesmo que não faça relação ou sentido. A Rainha de Copas despede-se dela sobre a ameaça de execução e apresenta Alice ao Grifo, sob o pretexto de a levar apresentar à Tartaruga Fingida. Quando a encontram, ela demonstra-se muito triste, mesmo que não tenha motivos para sentir tristeza. A Tartaruga conta a sua história onde tenta justificar o seu estado depressivo, narrando com nostalgia o tempo em que vivia no mar, em que era uma verdadeira tartaruga, mas o Grifo interrompe-a de modo a poderem começar um jogo.

A Quadrilha da Lagosta Editar

A Falsa Tartaruga e o Grifo dançam a Contradançano das Lagostas, e depois Alice recita, embora incorretamente, o poema Disse o preguiçoso. A Falsa Tartaruga canta por fim a Sopa da Tartaruga, durante a qual o Grifo arrasta Alice para longe, de modo a irem assistir a um julgamento que estava prestes a dar início.

Quem roubou as tortas? Editar

Valete de Copas é levado a julgamento, acusado de roubar as tortas da Rainha. No jurado há doze animais, incluindo o lagarto Bill, o juiz é o Rei de Copas, e o cargo de oficial de diligências é desempenhado pelo Coelho Branco. A primeira testemunha é o Chapeleiro Louco, que não ajuda no processo, mas antes torna o Rei impaciente. A segunda testemunha é a cozinheira da Duquesa, e a outra testemunha é a própria Alice, que desde o início do julgamento começou a crescer novamente.

O Depoimento de Alice Editar

Alice derruba acidentalmente os jurados e à ordem do Rei, os animais terão de ser colocados de volta aos seus lugares antes do julgamento continuar. Depois o Rei cita um artigo do seu caderno (Todas as pessoas mais de um kilomêtro de altura devem deixar o tribunal), mas Alice contesta a validade da restrição e recusa-se a sair. É provocada assim uma discussão de Alice com o Rei e com a Rainha de Copas, enfatizando as atitudes ridículas cometidas durante todo julgamento. A Rainha ordena tipicamente Cortem-lhe a cabeça!, mas Alice não tem medo, por ser agora muito alta, confrontando-a com o facto de serem apenas um baralho de cartas e de seguida todos revoltam-se e atacam-na. Mas de repente a Irmã de Alice faz-lhe acordar para ir tomar um chá, tirando do seu rosto folhas que caíram e não uma chuva de cartas de jogar. Alice conta tudo o que sonhou e retorna a casa, deixando a irmã, que ficou a sonhar o sonho de infância das Maravilhas de Alice.

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