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CENA: Terra dos Contos de Fadas. A câmera mostra O Castelo, em seguida, a Floresta Encantada. O Príncipe Encantado está viajando de carruagem por um caminho através da floresta. Ele está sentado com uma mulher.

Príncipe Encantado: O que acha da vista, querida?
Abigail: Eu já vi melhores. Está demorando demais. Eu disse que o outro caminho seria mais rápido. E bem menos acidentado. Por acaso você está me ouvindo?
Príncipe Encantado: É, é claro que estou.
Guarda: Pare.
Abigail: Ai, o que é isso agora?
(A carruagem para. O príncipe sai para investigar, deixando para trás um pacote no banco)
Guarda: Senhor?
Príncipe Encantado: Não se preocupe. É uma árvore caída. Então... Vamos?
(Alguém pula em cima da carruagem. O Príncipe Encantado olha a madeira da árvore)
Escolta Armada: Meu senhor? O que foi?
Príncipe Encantado: Veja as marcas. Esta árvore não caiu. Foi cortada. É uma emboscada.
(A pessoa da carruagem pula e pega o pacote que o príncipe deixou no banco. A mulher grita e o Príncipe Encantado corre de volta)
Abigail: Guardas! Socorro! Parem, ladrão!
(O Príncipe Encantado sobe em um cavalo e cavalga atrás do ladrão. Quando ele o pega, ele o enfrenta no chão)
Príncipe Encantado: Mostre a cara, seu covarde! ( Ele vira Branca, e vendo seu rosto, fica chocado ) Você é uma... garota.
Branca de Neve: Uma mulher.
(Branca de Neve pega uma pedra e bate no rosto do Príncipe. Ela sobe de volta no cavalo e foge. Branca olha para trás e sorri)
Príncipe Encantado: Não pode se esconder de mim! Onde quer que esteja, eu vou te encontrar!

CENA: Storybrooke, Restaurante da Vovó. Mary Margaret e Dr. Whale estão em um encontro.

Dr. Whale: Hum, onde estávamos? Algo sobre você querer... Quinze crianças?
Mary Margaret: Não! Deus, não. Eu quis dizer a minha classe, onde eu dou aulas. Vai conhecer meus alunos. Eles vão ao hospital pelo Programa de Voluntariado.
Dr. Whale: Ah, é. É um ótimo programa.
Mary Margaret: Obviamente, eu não quero ter quinze crianças minhas. Não que eu não queira filhos. Eu quero. Eu quero filhos, casamento, um amor verdadeiro... Eu quero tudo isso. Mas é claro, que... (Dr. Whale está olhando Ruby, que está limpando uma mesa. Mary Margaret percebe) Não pega bem falar disso num primeiro encontro.
Dr. Whale: Hm?
Mary Margaret: Ruby!
Ruby: O quê, Mary Margaret?
Mary Margaret: A conta, por favor.

CENA: Storybrooke, uma rua. Mary Margaret está andando pela rua. Ela vai até Emma, que está lendo um jornal em seu carro.

Mary Margaret: Oi. Você está bem?
Emma: Eu já estive em tantos lugares apertados, que ter que dormir no meu carro não é tão ruim.
Mary Margaret: Está dormindo aqui?
Emma: Até eu encontrar um lugar.
Mary Margaret: Então decidiu ficar. Pelo Henry.
Emma: É, eu acho que sim. Essa cidade não parece ter muitas vagas. Nenhuma, na verdade. Isso é normal?
Mary Margaret: Deve ser a Maldição.
Emma: O que faz aqui essa hora?
Mary Margaret: Bom, eu sou uma professora, não freira. Eu tive um encontro.
Emma: E parece que ocorreu tudo bem.
Mary Margaret: Ah, sim. Como sempre.
Emma: Ele pelo menos pagou?
Mary Margaret: Mm-mm.
Emma: Nossa.
Mary Margaret: Bom, se o amor verdadeiro fosse fácil, todo mundo teria. Sabe, se as coisas ficarem complicadas, eu tenho um quarto vazio.
Emma: Obrigada, mas é que... Dividir apartamento não combina comigo. Não é o meu estilo. Eu me viro melhor sozinha.
Mary Margaret: Bom, boa noite. E boa sorte com o Henry.

CENA: Storybrooke, Hospital de Storybrooke. No hospital, as crianças da classe de Mary Margaret estão correndo por aí. Mary Margaret vê Henry no quarto com John Doe. Ele está prestes a tocar seu rosto, quando Mary Margaret entra.

Mary Margaret: Henry. Precisamos de ajuda com os enfeites.
Henry: O Sr. Doe vai ficar bem?
Mary Margaret: Ele não se chama Sr. Doe. É assim que chamam as pessoas quando não sabem o nome delas.
Henry: Você sabe quem é ele?
Mary Margaret: Não. Eu só trouxe flores para ele.
Henry: O que ele tem?
Mary Margaret: Eu não sei. Está assim desde que eu comecei aqui.
Henry: Ele tem família ou amigos?
Mary Margaret: Ninguém procurou por ele.
Henry: Então, está sozinho?
Mary Margaret: Está. É muito triste.
Henry: Tem certeza que não conhece ele?
Mary Margaret: Mas é claro que tenho. Vamos. Não pode fixar aqui.

CENA: Storybrooke, Castelo de Henry Mills. Emma e Henry estão sentados na borda do castelo. Henry abre seu livro em uma página onde mostra o Príncipe Encantado.

Henry: Eu achei seu pai... O Príncipe Encantado.
Emma: Henry...
Henry: Ele está no hospital, em coma. Está vendo essa cicatriz? Ele também tem uma.
Emma: E daí? Muitas pessoas têm cicatrizes.
Henry: No mesmo lugar? Não vê o que isso significa? A Maldição é manter eles separados com o coma. Agora eles estão presos um sem o outro. Temos que contar à Srta. Blanchard que encontramos o Príncipe.
Emma: Escuta, garoto. Dizer pra alguém que a alma gêmea dela está em coma pode não ser útil. Não ter um final feliz é doloroso o suficiente, mas... Dar esperanças falsas à alguém é muito pior.
Henry: E se eu estiver certo? Nós sabemos quem ele é. Agora eles tem que saber.
Emma: E como você pretende fazer isso?
Henry: Fazendo com que ele se lembre. Temos que fazer ela contar a história para o John Doe. Talvez ele se lembre quem ele é.
Emma: Está bem.
Henry: Está bem?
Emma: É, vamos fazer isso. Mas do meu jeito. Eu peço pra ela.

CENA: Storybrooke, Apartamento de Mary Margaret Blanchard. Mary Margaret faz chocolate quente para ela e Emma. Elas se sentam e conversam.

Mary Margaret: Você quer que eu leia para um paciente em coma?
Emma: Henry acha que isso vai ajudar ele a se lembrar quem ele é.
Mary Margaret: E quem o Henry pensa que ele é?
Emma: O Príncipe Encantado.
Mary Margaret: E se eu sou a Branca de Neve, ele acha que... Eu, e ele...
Emma: Ele tem uma imaginação fértil, essa é a questão. Não posso destruir as crenças dele, então temos que mostrar. Jogar o jogo dele e fazer o que ele diz talvez, apenas talvez...
Mary Margaret: Ele verá que os contos de fadas são apenas isso. Que não existe amor à primeira vista, ou ao primeiro beijo.
Emma: Alguma coisa assim.
Mary Margaret: Bom, infelizmente é um plano genial. Descobre a verdade sem se machucar.
Emma: Eu disse pra ele que vamos tomar café da manhã na Vovó. E você vai dar o relatório completo.
Mary Margaret: Uau. Acho que vou me arrumar pro meu encontro. E acho que só eu vou falar.

CENA: Storybrooke, Hospital de Storybrooke. Mary Margaret se senta com John Doe em seu quarto. Ela está com o livro de Henry.

Mary Margaret: Olha, eu sei que isso é estranho, mas eu estou fazendo isso por um amigo. Então tenha paciência comigo. (Ela começa a ler para John Doe) Enquanto o príncipe perseguia a ladra a cavalo pela floresta traiçoeira, sua noiva cruzava os braços e fazia beiçinho imaginando quanto tempo demorariam para eles seguirem viagem. (A cena corta para um trecho final do livro) A ladra pulou em um desfiladeiro. Não precisavam palavras para expressarem o que sentiam em seus corações, pois foi aqui, à sombra da ponte que o amor deles nasceu. Eles souberam que não importa como eles foram separados, eles sempre...
(John Doe agarra sua mão)

CENA: Storybrooke, Hospital de Storybrooke. Mary Margaret e Dr. Whale caminham de volta para o quarto de John Doe.

Mary Margaret: Eu tenho certeza que ele está acordando. Porque ele... Pegou a minha mão.
Dr. Whale: Estável. Como sempre esteve. O que está fazendo aqui?
Mary Margaret: Eu estava lendo uma história para ele.
Dr. Whale: Talvez você tenha cochilado. Ou talvez tenha imaginado.
Mary Margaret: Não, não imaginei nada.
Dr. Whale: Olha, eu só posso dizer o que eu vejo, ou seja, nada. Às vezes há pequenas flutuações nas leituras. Talvez tenha ouvido a máquina registrar alguma coisa e se confundiu. Por que não vai pra sua casa, e descansa? Se alguma coisa mudar, eu te telefono.
(Mary Margaret sai. Dr. Whale liga para alguém)
Regina: Sim?
Dr. Whale: Aqui é o Dr. Whale. Pediu pra eu ligar se houvesse alguma mudança com John Doe. E houve mudança.
Regina: O quê?
Dr. Whale: Uma de nossas voluntárias disse que ele pegou nela. Houve uma ligeira flutuação na atividade cerebral.
Regina: E quem era essa voluntária?
Dr. Whale: Mary Margaret Blanchard.

CENA: Storybrooke, Apartamento de Mary Margaret, o quarto dela. Mary Margaret senta em sua cama, folheando o livro. A ilustração de Branca de Neve corta para a terra dos conto de fadas. Branca de Neve pega várias coisas e as coloca em um saco. Além disso, ela coloca um colar com um frasco no pescoço. Ela joga o saco por cima do ombro e sai da toca para a Floresta Encantada. Ela dá alguns passos e é capturada por uma rede. O Príncipe Encantado sai de seu esconderijo, rindo.

Príncipe Encantado: Eu disse que te encontraria. Não importa o que você faça, eu sempre vou te encontrar.
Branca de Neve: A única maneira que consegue pegar uma mulher, é fazendo uma armadilha pra ela?
Príncipe Encantado: Se ela for uma vigarista, sim.
Branca de Neve: Ah tá. Você não é mesmo um príncipe encantado.
Príncipe Encantado: Eu tenho um nome, sabia?
Branca de Neve: Tanto faz. Encantado combina melhor. Agora me solte, Encantado.
Príncipe Encantado: Eu soltarei você, se devolver a bolsa de couro que roubou com as minhas jóias.
Branca de Neve: Não gosto de jóias.
Príncipe Encantado: É verdade. Eu percebi.
Branca de Neve: Como assim? Está me insultando?
Príncipe Encantado: Tem razão, me perdoe. Como eu poderia difamar a pessoa que me roubou, não é? Onde estão as minhas jóias?
Branca de Neve: Vendi todas elas.
Príncipe Encantado: O quê?
Branca de Neve: E daí? Não tem um palácio cheio de tesouros?
Príncipe Encantado: Aquelas eram especiais. Tinha um anel que era da minha mãe que eu pretendia dar para...
Branca de Neve: Aquela chata mal-educada? É sobre isso que estamos falando?
Príncipe Encantado: Ela é minha noiva.
Branca de Neve: Boa sorte. Você deve estar ganhando algo extraordinário para aceitar esta união.
Príncipe Encantado: O que quer dizer?
Branca de Neve: Eu sei como isso funciona. Amor verdadeiro? Isso não existe. São só casamentos arranjados, transações comerciais. A verdade é que não existe amor à primeira vista, ou ao primeiro beijo. Deixa eu adivinhar... O reino dela quer assumir o seu, e isso é, o quê, o último recurso pra evitar guerra?
Príncipe Encantado: Isso não é uma aquisição. É uma fusão, e francamente, isso não é da sua conta, o que vai acontecer é o seguinte.
Branca de Neve: Mmhmm?
Príncipe Encantado: Eu vou cortar a corda, e você vai me levar para a pessoa que está com as minhas jóias, e vai recuperar o meu anel.
Branca de Neve: Mm-mm. Por que eu faria isso?
Príncipe Encantado: Porque você não quer que eu conte quem você realmente é. (Ele pega um pedaço de papel que estava guardado com ele. É um cartaz de procurada, onde está escrito: "Procurada por crimes contra a Rainha") Branca de Neve. Me ajude a recuperar o meu anel, ou entrego você às forças da Rainha. E acredito que a Rainha não seja tão... "Encantada", como eu.
Branca de Neve: Bom, não vou te atrapalhar com o seu amor verdadeiro.
(O Príncipe corta a corda que mantinha Branca de Neve presa)

CENA: Storybrooke, Restaurante da Vovó. Henry está sentado em uma mesa. Emma chega do trocador, ajustando uma blusa que ela acabou de vestir.

Emma: Obrigada pela blusa. É da sua mãe?
Henry: Ela nunca vai perceber.
Emma: Onde ela acha que você está?
Henry: Jogando fliperama.
Emma: E ela acreditou nisso?
Henry: Ela quer acreditar, então acreditou.
Emma: Ah, que interessante.
(Mary Margaret entra no Restaurante)
Henry: Ela chegou.
Emma: Olha, não se encha de esperanças. Nós só estamos começando, tá bom?
Mary Margaret: Ele acordou.
Emma: O quê?
Henry: Eu sabia.
Mary Margaret: Não que ele tenha acordado totalmente. Mas ele segurou minha mão.
Henry: Ele está se lembrando.
Emma: O que o médico disse?
Mary Margaret: Que eu imaginei, mas eu não estou louca. Eu sei o que aconteceu.
Henry: Nós temos que voltar. Tem que ler pra ele de novo.
Mary Margaret: Vamos lá.
Emma: Espera, espera, o que?
Mary Margaret: Se eu conseguir tocar ele, se fizemos uma conexão...
Emma: Você não está acreditando...
Mary Margaret: Que ele seja o Príncipe Encantado? Claro que não.

De alguma forma, de algum jeito, eu toquei ele.


CENA: Storybrooke, Hospital. Henry, Mary Margaret e Emma chegam.

Henry: Tem razão, ele está acordando.
Graham: Henry, não se aproxime.
Mary Margaret: O que está acontecendo? É o John Doe? Ele está bem?
Graham: Ele sumiu.
(Os três percebem que Regina está no quarto de John Doe. Regina os vê, e se aproxima deles)
Regina: O que você está fazendo aqui? E você? Pensei que estivesse no fliperama. Agora você mente para mim?
Mary Margaret: O que houve com o John Doe? Vieram buscá-lo?
Graham: Não sabemos ainda. Os tubos foram arrancados, mas não encontramos nenhum sinal de luta.
Henry: O que você fez?
Regina: Você acha que tenho alguma coisa a ver com isso?
Emma: É estranho a prefeita estar aqui.
Regina: Estou aqui porque sou o contato emergencial dele.
Mary Margaret: Conhece ele?
Regina: Eu achei ele. Na beira da estrada há alguns anos sem identificação. Eu trouxe ele pra cá.
Dr. Whale: A prefeita Mills salvou a vida dele.
Mary Margaret: Ele vai ficar bem?
Dr. Whale: Bem? Ele está entubado há anos, sobre supervisão constante. Ele tem que voltar logo pra cá, ou sendo honesto, estar bem pode ser ilusão.
Emma: Vamos parar de conversa mole e vamos procurar.
Regina: É isso que estamos fazendo. Fique fora disso, querida. E já que não consigo mantê-la longe do meu filho, acho que terei que manter meu filho longe de você. Aproveite minha blusa, porque ela é tudo que você vai conseguir. Xerife, encontre o John Doe. Ouviu o Dr. Whale. O tempo é precioso.
(Regina e Henry saem)
Graham: Doutor, quando foi a última vez que o viu?
Dr. Whale: Há doze horas.
Graham: Então é com isso que temos que contar. (A cena corta para a sala de vigilância. Ambos Walter e Leroy estão lá)
Graham: Vocês dois foram os únicos funcionários no andar ontem. E não viram nada.
Walter: Nada.
Graham: Ninguém passou por aqui?
Leroy: Eu não vi nada.
Graham: Srta. Blanchard, houve algo incomum durante a visita da sua classe?
Mary Margaret: Eu acho que não.
Emma: Estamos assistindo a fita errada. Essa é a enfermaria onde a turma do Henry pôs os enfeites. Se fosse a fita da noite passada, veríamos as faixas das crianças.
Leroy: Você dormiu de novo.
Walter: Está me entregando?
Leroy: Eu não vou ser demitido por isso.
Walter: Só que eu não bebo no trabalho.
Graham: Já chega. Onde está a fita verdadeira?
(A fita é ligada. Eles vêem John Doe se levantar e caminhar para fora da porta)
Mary Margaret: Ele saiu sozinho. Ele está bem.
Emma: Quatro horas atrás. Pra onde vai essa porta?
Leroy: Pra floresta.

CENA: Terra dos Contos de Fadas, Floresta Encantada. Branca de Neve e Príncipe Encantado estão caminhando.

Príncipe Encantado: Pensei que não gostasse de jóias. O que é isso no seu pescoço?
Branca de Neve: Não se preocupe com isso. (O príncipe pega o colar do pescoço de Branca de Neve) Cuidado. Isso é uma arma.
Príncipe Encantado: Pó? Que tipo de arma é pó?
Branca de Neve: Pó de Fada.
Príncipe Encantado: Eu pensei que isso fosse bom.
Branca de Neve: Quando vem de uma boa fada, esse aí? É mortífero. Transforma o inimigo mais terrível em algo facilmente derrotável.
Príncipe Encantado: Então por que não usou em mim?
Branca de Neve: Porque você não vale a pena. É muito difícil de conseguir. Estou guardando pra alguém especial.
Príncipe Encantado: Ah, a Rainha. Você tem muita raiva aí dentro, não é?
Branca de Neve: As acusações dela são mentiras. Não a impediu de mandar um caçador arrancar o meu coração.
Príncipe Encantado: O que houve?
Branca de Neve: Nem todos da realeza são frios. Ele teve pena de mim e me deixou ir. Tenho me escondido na floresta desde então. Tentando juntar uma fortuna para fugir daqui. Escapar pra outro reino. Algum lugar isolado. Onde eu não posso ser atingida.
Príncipe Encantado: Parece solitário.
Branca de Neve: Não mais solitário do que um casamento arranjado.
Príncipe Encantado: Pelo menos eu não roubo de inocentes.
Branca de Neve: Eu só tinha roubado da Rainha. Eu pensei que fosse a carruagem dela. Porque ela só usa essa estrada.
Príncipe Encantado: Pegamos o caminho mais bonito.
Branca de Neve: Que sorte a minha. Tudo o que estou fazendo, Encantado, é o que eu preciso para sobreviver. Ela me quer morta.
Príncipe Encantado: O que você fez para provocar tanta ira?
Branca de Neve: Ela me culpa por ter destruído a vida dela.
Príncipe Encantado: E destruiu?
Branca de Neve: Sim. (Eles continuam a caminhada até chegarem à um riacho) Estou com sede. Eu posso?
Príncipe Encantado: Claro. Seja rápida.
(Eles tomam água do riacho. Quando o Príncipe Encantado está levantando, Branca de Neve chuta nele e depois o empurra para dentro do riacho. Ela vasculha a mochila para encontrar um pacote. Branca de Neve corre de volta para a floresta até chegar à estrada. Lá, ela encontra os Cavaleiros Negros da Rainha Má. Eles a cercam)
Cavaleiro: Olha só quem encontramos. Não há onde se esconder. A Rainha quer seu coração. E nós não vamos decepcioná-la.

CENA: Storybrooke, uma floresta. Mary Margaret, Emma e Graham estão procurando por John Doe.

Emma: O que é isso?
Graham: O rastro acaba aqui.
Emma: Achei que rastrear fosse um das suas habilidades.
Graham: Deixa eu pensar. Esse é o meu mundo. Deixa comigo.
Emma: Tudo bem. Desculpa.
Mary Margaret: Como assim, "meu mundo"? Você também não procura pessoas?
Emma: Claro. Mas as pessoas que eu procuro se escondem em lugares como Las Vegas. Não nas florestas.
Mary Margaret: É um trabalho interessante. Procurar pessoas. Como entrou nisso?
Emma: Procurar pessoas é o que eu tenho feito desde... Desde que eu me lembro.
Mary Margaret: Por que começou? Seus pais? Henry me disse que você... Teve uma situação parecida com a dele. Encontrou seus pais?
Emma: Depende de quem você pergunta.
Mary Margaret: Henry!
Henry: Já encontraram ele?
Emma: Não, ainda não. Não devia estar aqui.
Henry: Eu posso ajudar. Eu sei onde ele vai.
Mary Margaret: E onde é?
Henry: Ele está procurando você.

CENA: Terra dos Contos de Fadas, Floresta Encantada. Um Cavaleiro Negro prende Branca de Neve contra uma árvore. O Cavaleiro Líder pega um punhal e se aproxima dela.

Cavaleiro: Segure-a firme.
(O Cavaleiro levanta o punhal sobre o peito da Branca de Neve, mas de repente é atingido uma faca por trás e cai. O Príncipe Encantado surge atrás de uma árvore e começa uma luta com o outro cavaleiro. Branca de Neve corre para o cavalo do cavaleiro caído, que tem uma arma, mas ela é agarrada por outro cavaleiro a cavalo. O príncipe derrota o cavaleiro com que estava lutando, então percebe o cavaleiro fugir com a Branca de Neve. Ele pega um arco e uma flecha e atira o cavaleiro)
Príncipe Encantado: Você está bem?
Branca de Neve: Você... Você me salvou.
Príncipe Encantado: Era a coisa certa a se fazer. Está pronta?
Branca de Neve: Pra quê?
Príncipe Encantado: Minhas jóias.
Branca de Neve: Certo, você tem um casamento pra ir. Eu vendi pra uns trolls, eles estão lá na frente. Temos que tomar cuidado.
Príncipe Encantado: Uns trolls?
Branca de Neve: Você nunca viu um, não é?
Príncipe Encantado: São só homens pequenos.
Branca de Neve: Está pensando em anões. Demonstre respeito ou eles cortaram sua mão fora.
Príncipe Encantado: Então vamos acabar logo com isso.
Branca de Neve: Sim, nós temos um compromisso. Vamos.
Príncipe Encantado: Você tem que achar o seu cantinho solitário.
Branca de Neve: E você, uma noiva pra agradar.

CENA: Storybrooke, uma floresta. Mary Margaret, Emma, Henry e Graham ainda estão procurando por John Doe.

Henry: Você foi quem conseguiu acordar ele. É a última pessoa que ele viu. Ele quer te achar.
Mary Margaret: Henry, não tem a ver comigo. Acho que ele está perdido e confuso. Ele ficou em coma por muito tempo.
Henry: Mas ele ama você. Precisa parar de procurar ele. Deixa ele te encontrar.
Emma: Garoto. Você tem que ir pra casa. Cadê a sua mãe? Ela vai me matar, e depois vai matar você... E depois eu de novo.
Henry: Ela me deixou em casa. E depois saiu.
Emma: Nós temos que te levar de volta já.
Henry: Não!
Graham: Pessoal!
(A pulseira do hospital de John Doe é encontrada cheia de sangue)
Mary Margaret: Isso é...
Emma: Sangue.

CENA: Terra dos Contos de Fadas, Floresta Encantada, Ponte dos Trolls. O Príncipe Encantado e a Branca de Neve chegam na ponte à cavalo. Eles ficam de fora, e Branca de Neve faz o cavalo fugir.

Branca de Neve: Os trolls não gostam de cavalos. Vamos andando. Me siga, e fique quieto.
Príncipe Encantado: Onde eles estão?
Branca de Neve: Estão aqui. (Branca de Neve coloca algumas moedas de ouro na borda da ponte. Vários trolls em seguida, sobem o lado da ponte e confrontam ela e o príncipe.) Tudo bem. Eu conheço eles.
Troll Líder: Por que está aqui? Achei que tínhamos acabado.
Branca de Neve: Eu quero fazer outra troca.
Troll Líder: Não falaremos na frente dele. Quem é ele?
Branca de Neve: Ah, ele está comigo.
Troll Líder: Ótimo. Com você. Isso faz com que tudo fique bem.
Branca de Neve: Ele não é ninguém. Olha, eu quero comprar de volta as jóias que eu te vendi.
Troll Líder: Quem é ele?
Branca de Neve: Eu já disse. Não se preocupe com ele. Vou te devolver todo o seu dinheiro. Só quero o anel de volta. Pode ficar com o resto.
(Outro Troll pega o pacote e vai dar ao Príncipe)
Príncipe Encantado: Muito obrigado pela ajuda.
Troll Líder: Ele está ansioso demais. É uma armação.
Branca de Neve: Não é.
Troll Líder: Ele é da realeza. Prendam-no.
(O Troll pega Branca de Neve. O Príncipe Encantado empunha sua espada)
Príncipe Encantado: Soltem-na.
Branca de Neve: Não! Você pode confiar. Confie em mim. Se eu quisesse ter armado pra você, eu já teria armado.
Troll Líder: O tempo para acordos está terminado. Reviste-o. (Os trolls verificam a mala do Príncipe Encantado e o revistam. Eles pegam o colar de pó de fada e o jogam de lado. Eles encontram o cartaz de procurada de Branca de Neve) Branca de Neve. Boa recompensa. Levem-na.
(O Príncipe pega sua espada no chão e ataca os trolls. Branca de Neve foge)
Príncipe Encantado: Vá. Eu estou atrás de você.
(Branca de Neve corre, mas pega o pó de fada no caminho. O Príncipe Encantado luta com os trolls e consegue chutar um para fora da ponte. Um troll derruba o Príncipe e os outros o arrastam de volta. Branca de Neve está correndo através da floresta)
Branca de Neve: Me siga! Eles não conhecem a floresta como eu.
(Ela percebe que os trolls estão com o Príncipe. Eles estão prestes a matá-lo)
Troll Líder: O sangue real, é o mais doce de todos.
(Branca de Neve usa o pó de fada para transformar os trolls em insetos)
Príncipe Encantado: Você... Você me salvou.
Branca de Neve: Era a coisa certa a se fazer.
Príncipe Encantado: E o seu alguém especial?
Branca de Neve: Pensarei em outra coisa.
Príncipe Encantado: Obrigado.
Branca de Neve: Enfim, como eu poderia deixar o Príncipe Encantado morrer?
Príncipe Encantado: Eu já falei pra você... Eu tenho um nome. É James.
Branca de Neve: É um prazer te conhecer, James. Vamos embora. Logo chegarão mais.

CENA: Storybrooke, uma floresta, Ponte do Pedágio. Os quatro ainda estão procurando John Doe. Eles chegam à Ponte do Pegádio.

Mary Margaret: Onde ele está? Está vendo?
Graham: A trilha acaba na água.
(Eles localizam John Doe deitado na água)
Mary Margaret: Ah meu deus. Ah meu deus. Não.
Graham: Eu preciso de uma ambulância na antiga Ponte do Pedágio.
(Mary Margaret, Emma e Graham arrastam John Doe para a costa)
Mary Margaret: Espera. Espera. Eu estou caindo, eu estou caindo. Devagar. Mais devagar, devagar. Devagar, devagar. Não, não, não, não, não! Não, não, não, não! Eu te encontrei!
Graham: Está vindo ajuda.
Henry: Ele está bem?
Emma: Henry...
Henry: Ele vai ficar bem?
Emma: Henry, não olha.
Henry: Volta pra nós. Volta pra mim.
(Mary Margaret começa uma RCP. Quando ela coloca sua boca sobre a dele, ele começa a respirar novamente e expele água)
David: Você me salvou.
Henry: Ela conseguiu. Ela conseguiu! Ela acordou ele.
Emma: É, garoto. Ela conseguiu.
David: Obrigado.
Mary Margaret: Quem é você?
David: Eu não sei.
Mary Margaret: Está tudo bem. Você vai ficar bem.
(A cena corta para o hospital. John Doe está em uma maca. Todos voltaram para lá)
Dr. Whale: Obrigado pessoal. Continuamos daqui.
(Os quatro assistem através do vidro enquanto ele está sendo tratado por médicos. Kathryn, sua esposa, irrompe no quarto onde John Doe está sendo tratado e corre para seu lado)
Kathryn: David! David, é você?
Dr. Whale: Olha, eu sinto muito. Não pode ficar aqui, senhora. Por favor.
Kathryn: Meu deus.
Dr. Whale: A senhora não pode ficar aqui. Não pode ficar aqui, tá bom? Espere aqui um segundo, pode ser? Venha comigo.
Mary Margaret: Quem é essa?
Regina: A esposa dele.

CENA: Terra dos Contos de Fadas, Floresta Encantada. Branca de Neve e o Príncipe Encantada estão caminhando pela floresta.

Príncipe Encantado: Então... (Tirando um pacote de moedas da roupa) Você vai querer isso.
Branca de Neve: Certo, o ouro. Obrigada. E você... Não pode se casar sem isso.
(Ela lhe entrega de volta o pacote com suas jóias e o anel. Ele pega o anel)
Príncipe Encantado: Eu sei. Não é o seu estilo.
Branca de Neve: Ah, só tem um jeito de saber. (Branca de Neve coloca o anel) É, não combina. Mas a sua noiva vai adorar.
(Ela entrega o anel de volta)
Príncipe Encantado: Se você quiser, você pode ficar com o resto. Só quero o anel.
Branca de Neve: Ah, não. Eu estou bem, obrigada. Conseguimos o que queríamos.
Príncipe Encantado: Então, pra onde for, tenha cuidado. E... Se você precisar de alguma coisa.
Branca de Neve: Você vai me encontrar.
Príncipe Encantado: Sempre.
Branca de Neve: Eu quase acredito nisso.
Príncipe Encantado: Bom, adeus, Branca de Neve.
Branca de Neve: Adeus, Príncipe Encantado.
Príncipe Encantado: Eu já te disse. É James.
Branca de Neve: Não, Encantado é melhor.
(Branca de Neve e o Príncipe Encantado seguem caminhos diferentes)

CENA: Storybrooke, hospital. Kathryn e David estão no quarto juntos. Mary Margaret, Emma, Regina e Henry estão fora do quarto de David.

Regina: O nome dele é David Nolan. E esta é a esposa dele, Kathryn. E a alegria no rosto dela, me deixa de bom humor para perdoar. Falaremos sobre a sua insubordinação mais tarde. Sabe o que significa insubordinação? Significa que você está de castigo.
(Kathryn sai do quarto de David)
Kathryn: Obrigada. Por encontrarem o meu David.
Mary Margaret: Eu não entendo. Você... Você não sabia que ele estava aqui em coma?
Kathryn: Há alguns anos, David e eu não estávamos... Nos dando muito bem. A culpa foi minha, e agora eu sei. Eu era difícil e egoísta. Eu disse que se ele não gostava, fosse embora. E ele foi. Eu não o impedi. Esse foi o meu maior erro.
Emma: Você não procurou por ele?
Kathryn: Achei que ele estava fora da cidade até agora. Agora eu sei porque não tive notícias. Agora eu sei o que quero fazer pra sempre. Dizer sinto muito. E agora temos uma chance.
Mary Margaret: Isso é maravilhoso.
(Dr. Whale aparece)
Dr. Whale: Isso foi um milagre.
Kathryn: Ele está bem?
Dr. Whale: Fisicamente, ele está se recuperando. Mas a memória é outra questão. Pode levar algum tempo.
Mary Margaret: Como ele voltou?
Dr. Whale: Isso não tem explicação. Alguma coisa se ligou nele.
Emma: Ele simplesmente se levantou e decidiu dar uma volta?
Dr. Whale: Ele acordou, e estava delirando. E a primeira reação dele foi procurar alguma coisa.
Henry: Ou alguém.
Kathryn: Eu posso vê-lo?
Dr. Whale: Sim, claro.
(Kathryn volta para dentro do quarto de David)
Regina: Henry, vamos embora.
Henry: Espera, minha mochila.
(Henry volta para pegar sua mochila e sussurra para Mary Margaret)
Henry: Não acredita neles. É você que ele estava procurando.
Mary Margaret: Henry...
Henry: Ele estava indo pra ponte. Como no final da história.
Mary Margaret: Henry, ele só foi pra lá, porque essa foi a última coisa que eu li pra ele.
Henry: Não, é porque vocês devem ficar juntos.
Regina: Henry.
(Regina e Henry saem. Emma corre atrás deles)
Emma: Sra. Prefeita!
Regina: Espere no carro. (Henry deixa as duas sozinhas) Srta. Swan, deixei você fora disso. Mas não abuse.
Emma: Sinto muito, mas a Sra. Nolan? Sinto que a história dela pode ser uma farsa. Todo esse tempo que o John Doe ficou em coma e ninguém notificou os jornais, ninguém procurou. Alguma coisa não está certa aqui.
Regina: O que faria sentido pra você? Por que a Sra. Nolan mentiria? Você acha que eu enfeiticei ela?
Emma: Eu acho muito estranho você ter sido contato dele, e só encontrar ela agora.
Regina: Essa cidade é bem maior do que você pensa. É perfeitamente possível se perder aqui. É inteiramente possível que coisas ruins aconteçam.
Emma: E só quando lhe convém, você resolve o mistério.
Regina: Graças a você. A fita que você encontrou foi um golpe de gênio. Então voltamos e procuramos as fitas antigas. E o Sr. Doe vinha falando no sono. Ele chamou por uma Kathryn. Depois não foi difícil juntar as peças. E eu pensei que você e Mary Margaret poderiam gostar. O amor verdadeiro venceu. Aproveite o momento, querida. Se não fosse por vocês, eles viveriam completamente sozinhos. Por isso vou perdoar sua grosseria incessante. Porque tudo isso me lembrou de uma coisa muito importante. De como eu sou grata por ter o Henry. Porque não ter ninguém? Nossa. É a pior maldição que se pode imaginar.
(A cena corta para Mary Margaret vendo David e Kathryn se abraçando em seu quarto. Ela olha para sua mão e mexe com seu anel – O mesmo anel que o Príncipe Encantado ia dar à sua noiva –. Mary Margaret está sentada em seu apartamento. Alguém bate na porta)
Mary Margaret: Emma.
Emma: Desculpa por te incomodar a essa hora. É que... Aquele quarto ainda está disponível?
(Mary Margaret acena e deixa Emma entrar)

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